quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Putin e líderes da Crimeia assinam acordo de incorporação à Rússia

O presidente russo, Vladimir Putin, e dois líderes da Crimeia assinaram nesta terça-feira (18) um acordo para tornar a República Autônoma parte da Rússia.
O tratado foi assinado no Kremlin dois dias após o povo da Crimeia aprovar em umreferendo a separação da Ucrânia e a reunificação com a Rússia. O referendo foi condenado por Kiev, pela União Europeia e pelos Estados Unidos, que o consideraram ilegítimo.
"Proponho à Assembleia federal (as duas câmaras do Parlamento russo) que adote uma lei para incorporar na Federação da Rússia duas novas entidades, a Crimeia e a cidade de Sebastopol", declarou em um discurso no Kremlin perante os representantes das duas câmaras do Parlamento, os governadores e os membros do governo russo, ao fim do qual assinou um acordo sobre a incorporação da península.



"A República da Crimeia se considera parte da Federação Russa a partir da assinatura do acordo", afirmou o Kremlin.
Apesar de o documento ter entrado imediatamente em vigor, os parlamentares russos deverão ratificar uma lei que inclua na Federação Russa duas novas entidades, a Crimeia e a cidade de Sebastopol, que tem um status particular. A data da ratificação, uma simples formalidade, não foi anunciada.
A Ucrânia respondeu dizendo que não reconhecerá jamais a incorporação da Crimeia à Rússia. "Não reconhecemos e não reconheceremos nunca a chamadaindependência e o que foi chamado de acordo para incorporação da Crimeia à Rússia", declarou o porta-voz da diplomacia de Kiev, Evguen Perebyinis.
Reino Unido, Polônia e França também condenaram a medida e disseram não reconhecer a assinatura do tratado.
O chefe de Estado russo também criticou a influência internacional, afirmando que os países ocidentais “ultrapassaram a linha” no caso, atuando de maneira não profissional e irresponsável. Segundo ele, a política externa dos Estados Unidos é ditada não pelas leis internacionais, mas pelo “direito do mais forte”.
O presidente russo disse que seu país não quer mais divisões na Ucrânia, e que nunca irá buscar incitar confrontos com os outros países – mas lutará para defender seus interesses.
“Não acreditem naqueles que tentam assustá-los com a Rússia e que afirmam que outras regiões vão seguir a Crimeia. Nós não queremos uma divisão da Ucrânia, não precisamos disso.”
Putin ainda disse ver as ameaças do Ocidente com sanções contra a Rússia como uma “agressão” e garantiu que haverá retaliações.


http://g1.globo.com/

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